Sucesso FM

Notícia

FOFOCA

Notícias/FOFOCA07/10/2026· KF News

Angélica revela que demorou a aprender a dizer "não" e hoje ensina a filha Eva a colocar limites

Foto: @angelicaksy/Reprodução/Instagram

Angélica revelou que demorou a aprender a dizer "não" e que hoje procura ensinar a filha caçula, Eva, a estabelecer limites desde cedo. O relato da apresentadora chama atenção para um comportamento comum: aceitar convites, tarefas e responsabilidades não por vontade ou disponibilidade real, mas pelo medo de decepcionar ou desagradar.

O psiquiatra Ciro Jorge Nascimento explica que o problema começa quando o "sim" constante passa a ocupar o espaço das próprias necessidades. Segundo ele, a pessoa pode assumir mais do que consegue sustentar, deixar o descanso de lado e viver preocupada com as expectativas dos outros. Com o tempo, podem surgir irritabilidade, cansaço, alterações do sono, ansiedade, sensação de sobrecarga e até ressentimento.

A neuropsicóloga Roberta Machado aponta que esse comportamento pode ter raízes na infância. Crianças que percebem que recebem mais aprovação quando obedecem, evitam conflitos e correspondem às expectativas dos adultos acabam associando aceitação e segurança à necessidade de agradar.

A psicóloga, neuropsicóloga e psicanalista Cristiane Belmonte aponta um sinal importante: dizer "sim" automaticamente, antes mesmo de pensar se realmente quer ou pode fazer aquilo, e só depois perceber o cansaço, a irritação e o arrependimento — mas continuar repetindo o comportamento mesmo assim.

Para mudar esse padrão, Cristiane sugere evitar respostas imediatas. Dizer "vou verificar e te respondo" já ajuda a avaliar com calma se há vontade e condição reais. Ciro reforça que colocar limites não é egoísmo: é reconhecer até onde se consegue ir sem comprometer o próprio bem-estar.

Roberta e Cristiane ainda destacam que ensinar crianças a dizer "não" não é ensiná-las a ignorar o sentimento do outro, mas ajudá-las a entender que têm direito de expressar desconforto, fazer escolhas e proteger os próprios limites, sempre com respeito ao limite alheio também.

Fonte: Metropoles - Fábia Oliveira