
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, admitiu nesta quarta-feira (7/10) que a campanha à reeleição ficou abaixo do esperado. Em encontro com parlamentares em Brasília, ele disse que essa foi a campanha "menos organizada" desde 1989, quando disputou a presidência pela primeira vez. "Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Eu acho que nós poderíamos ter feito mais. Eu falei para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada desde 1989. E normalmente a gente colhe o que a gente planta", afirmou.
A declaração veio após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, do PL, que obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. O resultado gerou uma discussão interna sobre a estratégia para os 18 dias restantes até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Lula passou a ouvir aliados e avalia mudanças na comunicação e no marketing. Entre as possibilidades está a entrada do publicitário João Santana, que já comandou campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Em 2026, Santana trabalhou nas campanhas de Ciro Gomes, no Ceará, e ACM Neto, na Bahia. Na terça-feira (6/10), o presidente se reuniu com o chefe da Secom, Sidônio Palmeira, e o marqueteiro Raul Rabelo para tratar da estratégia do segundo turno, incluindo a produção dos programas eleitorais.
Nesta quarta, Lula recebeu políticos jovens com votação expressiva no primeiro turno, incluindo deputados eleitos pela primeira vez para a Câmara, para ouvir sugestões para a reta final. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, de Santa Catarina, defendeu que as redes sociais sejam o principal canal de comunicação da campanha. "É a forma mais rápida de conversar com o povo", declarou. Uczai também afirmou acreditar na virada: "Dá para virar a eleição."
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