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Notícias/POLÍTICA07/10/2026· KF News

Oposição no Senado tenta adiar votação do fim da escala 6x1 para depois das eleições

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A oposição ao governo Lula no Senado quer segurar a votação do fim da escala 6x1. Senadores bolsonaristas se reuniram nesta quarta-feira (7) e decidiram pedir ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que a votação aconteça somente depois do resultado da eleição presidencial, ou seja, após o fim de outubro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse que não é contra debater a jornada de trabalho, mas que o momento não é o ideal. "Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado", afirmou. Ele evitou dizer, no entanto, como o partido vai votar na proposta.

Para negociar com Alcolumbre, os senadores escolheram Tereza Cristina (PP-MT) como porta-voz. Entre os pedidos está que, caso Alcolumbre queira votar, realize apenas a primeira votação da PEC e deixe o restante para depois. Uma PEC precisa ser aprovada duas vezes para ser considerada válida. A oposição também afirmou que pretende apresentar emendas, o que aumenta ainda mais o prazo, já que as emendas precisariam ser analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse ser favorável à mudança, mas criticou o momento escolhido por Alcolumbre. "Essa matéria pautada é para desgastar a imagem do Flávio", declarou.

Se aprovada, a PEC seguiria a seguinte cronologia: redução da jornada semanal para 42 horas em dois meses, com dois dias de repouso semanal remunerado; e redução para 40 horas após mais um ano.

Fonte: Ler matéria original