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Notícias/SAÚDE13/10/2026· KF News

Período eleitoral pode aumentar ansiedade e tensão em grupos minoritários, dizem psicólogas de Brasília

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O período eleitoral costuma trazer mais discussões, brigas entre amigos e familiares, excesso de informações e muita polarização. Isso já pesa no emocional de qualquer pessoa. Mas para grupos que já enfrentam discriminação ou violência no dia a dia, o momento pode ser ainda mais desgastante.

Pessoas LGBTQIA+, mulheres negras, indígenas, pessoas com deficiência, minorias religiosas e quem está em situação de vulnerabilidade socioeconômica podem acompanhar a disputa eleitoral com receio de que mudanças políticas afetem seus direitos, sua segurança ou as condições em que vivem. Nesses casos, a eleição deixa de ser vista apenas como uma escolha política.

A psicóloga Flávia Marsola, do Hospital Brasília, em Águas Claras, explica que quando temas como identidade, segurança e pertencimento aparecem o tempo todo no debate público, algumas pessoas podem sentir maior ameaça e entrar em um estado de hipervigilância — ficam sempre atentas ao que pode acontecer. Como consequência, surgem ansiedade, irritabilidade, tensão e dificuldade de se desligar das notícias.

A psicóloga Danielle Ferreira, do Instituto Caminhar, também em Brasília, diz que se preocupar com a eleição é esperado. O sinal de alerta aparece quando essa preocupação deixa de ser pontual e passa a ocupar a rotina. Ela conta que o tema tem aparecido em processos terapêuticos, principalmente entre pessoas que temem perder direitos básicos, proteção social ou segurança. Quando o resultado da eleição é percebido como algo capaz de mudar a vida de verdade, a ansiedade e o sofrimento psicológico tendem a se intensificar.

As profissionais recomendam estabelecer limites no consumo de notícias, manter as atividades da rotina e buscar ajuda profissional caso o medo ou a preocupação estejam prejudicando o sono, as relações pessoais ou o dia a dia.

Fonte: Metropoles