
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, fez o interesse de empresas brasileiras pelo Paraguai disparar de vez. A Frontexa, consultoria especializada em instalar empresas no país vizinho, informou que nas primeiras 48 horas após o resultado eleitoral, nos dias 26 e 27 de outubro, 25 empresas já tinham procurado a consultoria pedindo informações. Para comparar: de janeiro a setembro inteiro, foram cerca de 100 empresas no total. A fundadora da Frontexa afirmou que o resultado das eleições antecipou decisões que muitas empresas só planejavam discutir nos próximos anos. As principais preocupações apontadas são custos de produção, reforma tributária, encargos trabalhistas e falta de previsibilidade para investimentos. Na noite do segundo turno, as buscas no Google por "como morar no Paraguai" cresceram 1.700%, segundo o Google Trends. Pesquisas por "emprego no Paraguai", "custo de vida Paraguai", "casa para alugar no Paraguai" e "salário mínimo no Paraguai" também registraram aumento. No mercado financeiro, a reeleição gerou forte instabilidade: a Bolsa caiu quase 14%, o dólar fechou em R$ 5,40 e os juros futuros subiram 250 pontos-base em uma única sessão. Desde 2007, mais de 230 empresas brasileiras já foram para o Paraguai pelo regime de maquila, o que representa 70% das mais de 320 empresas estrangeiras que escolheram o país. Por lá, os impostos e encargos trabalhistas somam em média 12%, contra 80% no Brasil. As maquiladoras pagam só 1% de imposto sobre valor agregado e têm isenção de Imposto de Renda, inclusive sobre dividendos, compra de máquinas e importação de matéria-prima.
Fonte: Poder360




