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Notícias/SAÚDE18/10/2026· KF News

Psicólogas explicam quando acompanhar as eleições passa a prejudicar a saúde mental

Foto: Metrópoles/Lara Abreu

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, muita gente está abrindo o celular toda hora pra checar pesquisa eleitoral, acompanhar discussão nas redes e voltar logo em seguida, sem conseguir parar. Nas redes sociais, a expressão "psicose política" virou termo popular pra descrever esse estado de ansiedade pré-eleição. Mas a psicóloga e palestrante Handreza Oliveira, especialista em terapia cognitivo-comportamental, alerta que o nome está errado: psicose é um quadro clínico sério, que envolve delírios, alucinações e perda de contato com a realidade, e não tem nada a ver com estresse ou paixão política. O comportamento vira um problema quando a pessoa relê as mesmas notícias sem informação nova, termina a leitura mais angustiada e ainda assim não consegue parar — ocupando o tempo que deveria ser do trabalho ou do descanso. Handreza explica ainda que esse ciclo de voltar sempre aos mesmos medos e rever debates pode ser chamado de ruminação, não hiperfoco. A neuropsicóloga Priscila Patrícia acrescenta que discussões políticas doem mais porque estão ligadas à identidade de cada pessoa: questionar o voto de alguém pode parecer um ataque pessoal. Quando a discordância vira raiva e desconfiança do grupo adversário, Handreza chama isso de polarização afetiva. Para preservar a saúde mental, as especialistas recomendam: definir horários para checar notícias, escolher fontes confiáveis, silenciar grupos que aumentam a tensão, interromper discussões agressivas e manter sono, trabalho e lazer na rotina. Priscila reforça que reduzir o acompanhamento das eleições não significa ser omisso. Insônia frequente, dificuldade de concentração e conflitos recorrentes são sinais de que é hora de buscar apoio profissional.

Fonte: Metropoles