
Flávio Bolsonaro confirmou que vai visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (13 de outubro). Jair cumpre prisão domiciliar em Brasília, e as visitas estavam suspensas desde julho. A suspensão veio depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, contrariando restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Com a decisão de Moraes liberando os encontros, as visitas voltam a acontecer, mas com condições: estão proibidos encontros com finalidade político-eleitoral e a divulgação de declarações ou manifestações de Jair, mesmo por terceiros.
Flávio falou com jornalistas nesta segunda (12), após participar de uma missa na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, em celebração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. Disse estar "ansioso" pelo encontro com o pai, mas não revelou quais assuntos pretende tratar. Questionado sobre a campanha no 2º turno contra o presidente Lula, afirmou que precisa "tomar cuidado com as palavras". Criticou decisões do STF que, na visão dele, não têm amparo legal e buscam "separar um líder político de um candidato e, mais importante, um pai de um filho".
No 1º turno, Flávio terminou à frente de Lula com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,9 milhões (45,16%) do petista. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, do candidato a vice Alfredo Gaspar (PL-AL), da economista Daniella Marques e do senador Izalci Lucas (PL-DF). A presença de Flávio na missa ocorreu semanas após uma polêmica nas redes sobre Nossa Senhora Aparecida, que dizia que ele pretendia retirar o título de padroeira do Brasil da Virgem Maria. A informação, porém, não se mostrou verdadeira, e o projeto de lei arquivado que tratava do assunto não tem relação com o senador.
Fonte: Poder360




