
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, já está trabalhando para garantir a reeleição ao cargo em 2027. Ele busca apoio de senadores do centrão e até do PL, partido do campo bolsonarista. O voto para a presidência do Senado é secreto, e o presidente Lula (PT) já deu o compromisso de apoio a Alcolumbre para ser reconduzido ao posto.
Um aliado do senador revelou à reportagem que a votação da PEC que acaba com a escala 6x1 — prevista para esta quarta-feira (14) — vai servir para demonstrar a força política de Alcolumbre e reforçar sua candidatura. A pauta é uma das apostas eleitorais do governo Lula.
Na estratégia de Alcolumbre e seus aliados, há o argumento de que uma presidência do Senado comandada pelo PL, com Flávio Bolsonaro, desvalorizaria o peso dos senadores nas negociações com o governo federal. Para os parlamentares do centrão, o argumento é que Alcolumbre representa fator de sobrevivência política após as eleições.
O PL elegeu 19 senadores e tem a maior bancada da Casa, com 28 das 81 cadeiras. Senadores bolsonaristas, como Bia Kicis (DF), pressionam por uma chapa puro-sangue no Senado. Kicis, Carol de Toni (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) formam a chamada "bancada do grito" e chegam ao Senado no próximo ano.
Na disputa pela presidência do Senado estão também o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), apontada como "vice dos sonhos" de Flávio. Ela seria a primeira mulher a comandar a Casa. Tereza Cristina também pediu a Alcolumbre que pautasse uma PEC defendida por Flávio que acaba com a reeleição e poderia estender o mandato presidencial de quatro para cinco ou seis anos.
Fonte: Jornal de Brasília




