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Notícias/POLÍTICA12/10/2026· KF News

Advogado-geral da União culpa Bolsonaro pelo endividamento das famílias e defende o Desenrola 3.0

Foto: Divulgação/Poder360

Jorge Messias, advogado-geral da União, publicou um vídeo no X, antigo Twitter, atribuindo o endividamento das famílias brasileiras à pandemia de covid-19 e à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Muitas famílias tiveram que contrair dívidas por conta da pandemia. Perderam renda, perderam o trabalho e o governo anterior não cuidou bem das famílias brasileiras", declarou Messias.

No mesmo vídeo, ele defendeu o Desenrola 3.0, programa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciado em 25 de setembro, nove dias antes do 1º turno das eleições. O programa prevê que o governo compre dívidas de pessoas físicas com atraso de 2 a 4 anos e meio por meio de leilões com instituições financeiras. Os débitos elegíveis somam uma estimativa de R$ 300 bilhões, com meta de renegociar R$ 150 bilhões, oferecendo descontos de até 90%. O custo estimado para o governo é de R$ 15 bilhões.

Do lado oposto, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, responsabiliza Lula pela situação financeira das famílias. Ele afirma que o aumento dos gastos públicos pressiona a inflação e mantém os juros elevados, e promete reduzir despesas e a carga tributária para baratear o crédito.

Ao fim do vídeo, Messias pediu votos para Lula no 2º turno, marcado para 25 de outubro.

Sobre o endividamento, a CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, registrou recorde de 82% das famílias endividadas em julho de 2026, o maior da série histórica iniciada em 2015. Em setembro, o índice recuou para 81,7%, mas o tempo médio de atraso no pagamento subiu para 65,3 dias, o maior desde novembro de 2024. Ainda segundo a CNC, 17,3% das famílias se consideravam muito endividadas e 19,4% tinham mais da metade da renda comprometida com dívidas.

Fonte: Poder360